Cores na decoração

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É comum que haja dúvida na hora de compor a decoração da casa, a paleta de cores a ser utilizada é, muitas vezes, um problema. Será que rosa combina com verde? Qual a tonalidade ideal para um cômodo pequeno? Vamos dar uma ajudinha para escolher a paleta ideal para quem quer ousar na decoração e para quem é fã do básico neutro.


Para começar, a roda das cores é essencial, são 12 cores compostas por cores 3 cores primárias (azul, vermelho e amarelo), 3 secundarias (que são a união das cores primárias: laranja, verde e violeta) e 6 terciárias (que são misturas das cores secundárias e primárias: amarelo-esverdeado, amarelo-alaranjado, azul-arroxeado, azul-esverdeado, vermelho-arroxeado e vermelho-alaranjado). Para a boa harmonia dos tons, procura-se seguir um esquema das cores.

Complementares (ou harmonia oposta): são as cores de lados opostos na roda, como vermelho e verde, azul e laranja, etc. Combinadas, produzem um contraste de efeito visual bem agradável.

Análogas: aparecem em sequência no círculo cromático. Usadas juntas (duas ou três cores), formam um conjunto harmonioso, mas sem contraste, pois todas têm uma cor em comum.

Triangulação (ou harmonia de 60°): são as cores que formam a figura de um triângulo no círculo. Escolhe-se uma cor, pulam-se três, e acrescenta-se a próxima na combinação.

Meio-complementares: basta eleger três cores da roda, como o verde e sua complementar, o vermelho. No entanto, no lugar da cor complementar, opta-se por duas harmoniosas, ou seja, uma de cada lado do vermelho.

Vale ainda combinar cores que formam um retângulo ou quadrado; duas cores análogas e uma complementar. Pode-se também optar pela monocromia, utilizando apenas uma cor, normalmente em vários tons, com intensidades variadas. Lembre-se que a monocromia pode ganhar pontos de interesse com peças decorativas contrastantes.

Monocromia


Retângulo

A roda também é dividida em cores quentes e cores frias. Essas cores dão sensações de calma, conforto e tranquilidade (cores frias) ou excitação, alegria e movimento (cores quentes). Na decoração essas cores devem ser pensadas para não serem usadas em ambientes e espaços errados. Uma cor quente em um quarto muito pequeno pode tornar as coisas um pouco claustrofóbicas.

No entanto, usar cores frias em um quarto espaçoso poderia deixar um aspecto monótono, com sentimento que falta alguma coisa.

Comentários (2)

  1. Olá! Achei o artigo muito interessante e bastante útil, especialmente porque a escolha das cores é realmente um desafio para muitos na hora de decorar. Gostei bastante da forma como a “roda das cores” foi apresentada como base e como os diferentes “esquemas de cores” — como as complementares e análogas — são explicados para criar harmonia ou contraste. É um guia prático para quem está começando a entender a teoria por trás de uma paleta bem pensada.

    A seção sobre “cores quentes e frias” e seu impacto nos ambientes foi um ponto alto, com dicas muito relevantes sobre como evitar a sensação de claustrofobia em cômodos pequenos com cores quentes ou a monotonia em espaços amplos com frias. Para tornar o conteúdo ainda mais didático e inspirador, talvez incluir algumas fotos ou exemplos visuais de como esses esquemas se traduzem na prática, especialmente abordando aquelas dúvidas iniciais como “rosa combina com verde?”, poderia enriquecer a experiência do leitor, mostrando a teoria em ação.

  2. Gostei bastante do artigo sobre cores na decoração! É muito comum a gente ficar na dúvida na hora de escolher a paleta para casa, e a explicação sobre a roda das cores com as primárias, secundárias e terciárias já é um ótimo ponto de partida. Achei bem didática a forma como vocês apresentaram os diferentes esquemas de harmonia, como as cores complementares, análogas, e a triangulação – são ferramentas super úteis para quem quer ousar ou mesmo acertar no básico neutro.

    A parte sobre as cores quentes e frias e a sensação que elas transmitem foi essencial, especialmente o alerta para não usar cores quentes em quartos pequenos, que podem ficar claustrofóbicos, ou frias em espaços grandes, que podem parecer monótonos. Acho que o artigo já oferece um excelente guia técnico. Talvez uma ideia para um próximo conteúdo seria explorar um pouco mais como a gente pode equilibrar a teoria da roda das cores com a psicologia das cores em exemplos práticos de ambientes reais, mostrando como aplicar essas combinações de forma mais personalizada. Muito bom o conteúdo!

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