Caixa reduz juros e aumenta teto para financiamento da casa própria

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Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (16) a redução dos juros para financiamento da casa própria e o aumento do percentual do valor a ser financiado para compra de imóvel usado. As mudanças, que começam a valer hoje, são para linhas de financiamento que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

A mudança ocorre após a Caixa reduzir duas vezes o teto de financiamento de imóveis em 2017, deixar de ter as taxas mais baixas do mercado e perder a liderança nas linhas de crédito com recurso da poupança entre novembro do ano passado e janeiro deste ano.

Para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), onde estão enquadrados os imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, cujo limite é de R$ 950 mil, a taxa mínima de juros caiu de 10,25% para 9% ao ano.

Para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), cujos valores dos imóveis são acima dos limites do SFH, a taxa mínima caiu de 11,25% para 10% ao ano.

O percentual do valor a ser financiado dos imóveis usados subiu de 50% para 70%. Para unidades novas, foi mantido o percentual de 80% no teto do financiamento. Antes das mudanças feitas em agosto do ano passado, a Caixa financiava até 80% de imóveis usados.

Taxas congeladas há 17 meses
A última redução de juros aconteceu em novembro de 2016, quando a Caixa anunciou queda de 0,25 ponto percentual ao ano para todas as linhas. Ou seja, as taxas estavam congeladas há 17 meses.

Já o limite para financiamento de imóveis usados foi reduzido duas vezes no ano passado: para 60% em agosto e para 50% em setembro.

A Caixa anunciou ainda a retomada do financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com financiamento de até 70%.

O banco informou que possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional neste ano.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria, além de estimular o mercado imobiliário e a geração de empregos.

“Vai fazer com que se produza mais empreendimento na construção civil, ela vai fazer com que tenhamos mais financiamentos imobiliários e isso tem em instância final a geração de emprego e renda”, afirma Nelson Antônio de Souza, presidente da Caixa.

A iniciativa, segundo consultores, pode aquecer o mercado de imóveis que está há bastante tempo a espera de compradores. Mesmo assim, economistas dizem que comprar um imóvel para pagar a longo prazo exige planejamento.

Fonte: G1

Comentários (2)

  1. É interessante ver a Caixa novamente movimentando o mercado de crédito imobiliário com essas novas medidas. A redução das taxas de juros, que estavam congeladas há tanto tempo (17 meses, conforme o artigo aponta), e o aumento do percentual de financiamento para imóveis usados, de 50% para 70%, são certamente passos importantes. Me parece uma tentativa clara de recuperar a liderança que o banco havia perdido, especialmente depois de ter reduzido o teto e ficado com taxas menos competitivas em 2017.

    Essas mudanças têm potencial para dar um fôlego novo ao setor imobiliário, algo que os consultores mencionados no texto já vinham sinalizando como necessário. É um movimento que pode realmente ajudar a esquentar a demanda por imóveis, além de, quem sabe, impulsionar a geração de empregos como o presidente da Caixa citou. Para quem pensa em comprar, é uma janela de oportunidade melhor, mas, como os economistas bem lembraram, o planejamento financeiro a longo prazo continua sendo crucial, já que o compromisso é grande.

  2. É interessante ver essa movimentação da Caixa em reduzir as taxas de juros para financiamento habitacional, com a taxa mínima do SFH caindo para 9% e a do SFI para 10%. Além disso, o aumento do percentual de financiamento para imóveis usados, de 50% para 70%, é uma notícia relevante. Pelo que o artigo aponta, essas mudanças vêm depois de um período em que a Caixa perdeu liderança e congelou as taxas por 17 meses, então parece ser uma tentativa de recuperar terreno e reaquecer o mercado, o que faz sentido.

    Acredito que essas medidas têm um potencial real para dar um gás no setor imobiliário, como o presidente da Caixa mencionou, podendo inclusive gerar mais empregos. Para quem está pensando em adquirir a casa própria, essa flexibilização no financiamento de imóveis usados e a queda nas taxas podem ser um incentivo importante. No entanto, é sempre bom lembrar a cautela dos economistas citada no texto: mesmo com as condições melhorando, a compra de um imóvel é um compromisso de longo prazo que exige muito planejamento financeiro pessoal.

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